Café tem alta de mais de 3% com estoques baixos e preocupações climáticas

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Os preços do café iniciaram esta segunda-feira (15) em forte valorização nas bolsas internacionais. Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos futuros em Nova York e Londres registravam ganhos acima de 3%, refletindo a combinação de estoques reduzidos e incertezas climáticas.

Estoques baixos e clima seco pressionam o mercado

De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, a baixa disponibilidade de café, tanto em países produtores quanto consumidores, tem elevado a volatilidade nas negociações. A condição de tempo seco, especialmente no Brasil, intensifica os receios em relação ao tamanho da próxima safra.

Safra brasileira de arábica confirma quebra em 2025

Com a colheita nacional concluída, foi confirmada a quebra na safra 2025 do café arábica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projetou a produção em 37 milhões de sacas, apontando redução de 1,7% no rendimento médio, mesmo com aumento de 0,1% na área colhida. Segundo o IBGE, a queda é explicada pela bienalidade negativa da cultura e por adversidades climáticas.

Produção mundial: Vietnã otimista, Indonésia enfrenta chuvas

No cenário internacional, comerciantes do Vietnã — maior produtor mundial de robusta — demonstram otimismo quanto à próxima safra, graças às condições climáticas favoráveis. Já na Indonésia, terceira maior produtora de robusta, as colheitas enfrentam dificuldades devido ao excesso de chuvas.

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Movimentação nas bolsas internacionais

Em Nova York, o café arábica operava em alta de 1.060 pontos, cotado a 410,65 cents/lbp no contrato para setembro/25. No vencimento de dezembro/25, a valorização foi de 1.235 pontos, a 409,20 cents/lbp, enquanto março/26 registrou alta de 1.040 pontos, a 392,75 cents/lbp.

Já o robusta, em Londres, apresentou avanço de US$ 80, negociado a US$ 4.817 por tonelada no contrato de setembro/25. Para novembro/25, a alta foi de US$ 144, a US$ 4.745 por tonelada, enquanto janeiro/26 subiu US$ 143, atingindo US$ 4.670 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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