De mãos dadas pela prevenção de desastres: Pernambuco mobiliza rede educacional e comunidades para adaptação climática

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Recife (PE) – Pernambuco recebeu o primeiro ciclo de formação em educação para a redução de riscos de desastres em cidades e territórios vulneráveis na 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco, realizada pela Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, em parceria com o Cemaden Educação, do Ministério da Ciência e Tecnologia, e Ministério da Educação.

Agora, são cerca de 500 agentes multiplicadores nas cidades de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, e demais municípios da Região Metropolitana e interior. O objetivo é trabalhar, em sala de aula e em diversos espaços educativos não formais, temas como prevenção de desastres, mudanças climáticas, justiça climática e cultura de proteção à vida.

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“Investir em educação para a redução de riscos é investir em vidas e fomentar cidades mais justas. A prevenção precisa estar no centro das políticas públicas, especialmente nos territórios onde os efeitos da crise climática são mais severos. Se as pessoas vivem, é porque elas resistem, e é isso que queremos valorizar”, destacou Samia Sulaiman, coordenadora-geral de Articulação do Departamento de Mitigação e Prevenção de Riscos, da Secretaria Nacional de Periferias.

Apostando na diversidade para mobilizar ainda mais pessoas nas ações de prevenção, os encontros formativos reuniram educadores das redes estadual e municipal de ensino, agentes de Defesa Civil, pesquisadores, educadores ambientais, lideranças comunitárias, mobilizadores culturais, representantes de universidades, assistentes sociais e agentes de saúde. “A diversidade de atores, articulando de forma integrada, descentralizada, é uma característica da Secretaria de Periferias, que aposta nas parcerias com todos os públicos que atuam e vivenciam os territórios para irmos mais longe”, pontuou Samia.

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Com abrangência nacional, a agenda de formações segue. A expectativa é impactar diretamente cerca de 30 mil estudantes em 23 municípios prioritários de diferentes regiões do país. As ações incluem a formação dos mobilizadores, além de atividades pedagógicas, projetos de ciência cidadã e iniciativas de sensibilização comunitária. A próxima fase, a partir de abril, é a inscrição das campanhas realizadas nas comunidades mobilizadas, para que se possa conhecer e reconhecer as ações e os resultados, adaptados aos riscos e às especificidades de cada território.

Política pública integrada

A prevenção de riscos é uma política pública integrada no Ministério das Cidades, que envolve educação, ciência e o desenvolvimento urbano com infraestrutura, tendo como eixo estruturante a justiça climática, sobretudo nas periferias, onde os impactos da crise climática são mais intensos.

Em Pernambuco, por exemplo, são R$ 649,16 milhões do Orçamento-Geral da União e mais R$ 24,50 milhões oriundos do FGTS, para execução de obras de contenção de encostas em benefício a 20 mil famílias em 10 municípios, por meio do Novo PAC Contenção de Encostas.

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São obras que estão transformando comunidades como Sapucaia da Gente, em Olinda, Córrego do Sargento, em Recife, Alto da Macaíba e Alto do Cristo em Jaboatão dos Guararapes.

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Além disso, Olinda e Jaboatão já possuem seus Planos Municipais de Redução de Risco (PMRR), financiados pela Secretaria em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco. O PMRR de Recife está em elaboração. Isso significa fortalecer a gestão municipal com informações sobre localidades e pessoas que estão em situação de risco para se priorizar ações de prevenção e preparação.

Recife também está recebendo investimentos dos Planos Comunitários de Redução de Risco (PCRA). Serão 5 comunidades que promoverão ações de mobilização, mapeamento e intervenção socioambiental para promover resiliência comunitária tendo os moradores como protagonistas.

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Fonte: Ministério das Cidades

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