Brasília (DF) – Antecedendo o 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes, o Ministério das Cidades, reuniu as organizações parceiras, técnicos e mobilizadores do programa Periferias Verdes Resilientes, da Secretaria Nacional de Periferias, nesta quarta-feira (6), em Brasília.
No encontro, os participantes que já atuam nos territórios com as intervenções de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) e as organizações selecionadas pelo Edital Periferias Verdes Resilientes, que estão iniciando o trabalho, conheceram todos os projetos em desenvolvimento e puderam compartilhar as experiências das suas periferias.
“Esse é um momento de celebração pois juntamos aqui parceiros que, desde 2023, estamos dialogando, construindo, financiando, para que essas ações floresçam nos territórios. E para os que começaram o trabalho neste ano possam ver os desafios, as soluções que já estão em prática e como podem se potencializar uns com os outros”, pontuou o diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, Rodolfo Moura.

- Equipe da Secretaria Nacional de Periferias, Ministério do Meio Ambiente e GIZ durante abertura. Crédito:JD Vasconcelos/MCID.
A Secretaria Nacional de Periferias financia 11 projetos de SBN, selecionados por meio do Edital Periferias Verdes Resilientes, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, com investimento de R$ 25,1 milhões. Já em andamento, há outros cinco protótipos de SBN sendo realizados em paralelo, pelo Programa SBN nas Periferias, em parceria com as Universidades Federais, com financiamento de R$ 873,5 mil nas comunidades Alto do Coqueiro, Ilhéus (BA); Sol Nascente em Ceilândia (DF); Córrego do Machado, em Palmas (TO); Bom Jardim, em Fortaleza, (CE) e Terra Firme, em Belém (PA).
No Paraná, outra frente em parceria com UFPR e o MPF, está em desenvolvimento protótipos de arranjos de SBN para restaurar e conservar manguezais urbanos em Paranaguá, com investimento de R$ 300 mil.
Exemplo
Em Ilhéus, a comunidade do Alto do Coqueiro, já usufruiu das mudanças proporcionadas pelas intervenções de SBN implantadas no território. Coordenado pela Universidade Federal do Sul da Bahia e desenvolvido com a participação ativa dos moradores na criação e na execução das intervenções, o projeto é um exemplo de sucesso e foi apresentado aos participantes.
Iniciado em 2024 com a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) da cidade, o protótipo de SBN reuniu a comunidade em torno da busca de soluções naturais para seus principais problemas: descarte irregular de lixo e deslizamento da encosta.
Com trabalho dos próprios moradores, que dedicaram os finais de semana ao projeto, as intervenções de SBN executadas em regime de mutirão e autogestão. A área que acumulava lixo se transformou em um ecoponto e viveiro de mudas comunitários. Para evitar a erosão, foi construída escada hidráulica, com reaproveitamento de pneus, o terraceamento da encosta usando bambu, eucalipto e a implantação de uma horta que evita erosão. Para proteção da encosta, foi aplicada geomanta de fibra de coco, capim vetiver e superadobe para contenção da base do morro.
“São soluções naturais, muito mais baratas que as obras convencionais e que, para além de tudo, são ações que vão se perpetuar, podem ser replicadas e transformaram a comunidade, aproximando e criando ainda mais vínculo dos moradores entre eles e com o território”, destacou o professor da UFSB (Universidade Federal do sul da Bahia), Joel Felipe, coordenador da ação de SBN no local.
As SBN têm papel estratégico para reduzir temperaturas, melhorar a qualidade ambiental, promover a saúde urbana e fortalecer a resiliência, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Programação
Ação interministerial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em conjunto com os Ministérios das Cidades (MCID) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes será realizado nesta quinta-feira (7) e sexta-feira (8).
O tema principal do evento é “Enfrentando o Calor Urbano Extremo com Soluções Baseadas na Natureza”, e tem como foco um dos desafios mais urgentes para o planejamento urbano atual: o aumento das temperaturas e das ondas de calor prolongadas.
Confira a programação aqui.
Fonte: Ministério das Cidades






























