O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) instalou a Comissão Político-Pedagógica (CPP) que vai atuar na condução do Curso de Formação do Programa Cozinha Solidária. A meta é formar mil cozinheiras e representantes das cozinhas solidárias das cinco regiões do país até o fim de 2027.
A formação é voltada para as cozinhas habilitadas pelo Ministério, com prioridade para as que ofertam o maior número de refeições e com estrutura frágil. Terão prioridade também as cozinhas organizadas por povos e comunidades tradicionais e por movimentos de população em situação de rua.
Com a criação da comissão, o MDS visa garantir coerência no processo de expansão do Curso de Formação do programa em nível nacional. “A iniciativa marca um passo importante na consolidação da estratégia de formação em âmbito nacional e no fortalecimento das cozinhas solidárias como política pública”, afirmou a diretora de Promoção da Alimentação Saudável do MDS, Patrícia Gentil. “A diversidade de atores garante a participação social e o diálogo com diferentes realidades, fortalecendo o caráter democrático e territorial da formação”, completou.
Composta por representantes do MDS, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de entidades gestoras de abrangência nacional parceiras do programa e por representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), a comissão passa a ser a instância responsável por deliberar sobre as diretrizes estratégicas, pedagógicas e metodológicas do curso. Atua como espaço central de tomada de decisão, tendo como eixo central as necessidades e realidades das cozinhas nos territórios.
A iniciativa é fruto de parceria entre o MDS e a Fiocruz, que busca fortalecer as cozinhas solidárias como espaços estratégicos de promoção de direitos, organização comunitária, enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional e espaços de resgate da cultura alimentar. O curso de formação ofertará tanto conteúdos relacionados ao aprimoramento do trabalho técnico da cozinha, como boas práticas em alimentação e uso do Guia Alimentar para a População Brasileira, quanto conteúdos voltados para a reflexão sobre a segurança alimentar e nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada.
“Com a instalação da Comissão Político-Pedagógica, o Programa Cozinha Solidária avança na construção de uma governança participativa, capaz de garantir a qualidade da formação e sua adequação às diferentes realidades das cozinhas solidárias e dos territórios brasileiros”, concluiu a diretora.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome































