A Feira de Agronegócio do município de Eunápolis (cerca de 650 km da capital, Salvador), na Bahia, reuniu produtores e técnicos para avaliar o desempenho do cacau, do café conilon e da silvicultura, atividades que movimentam a economia do Extremo Sul baiano.
O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola da Bahia fechou o último período na casa dos R$ 41 bilhões, e a região sul responde por parcelas expressivas na colheita de café e na área de florestas plantadas para a indústria de celulose. Durante as atividades, as discussões se concentraram em fatores como o custo de produção e as regras de rastreabilidade ambiental exigidas por compradores do mercado europeu.
Para tentar reduzir o deficit de mecanização na agricultura familiar, foram entregues dez tratores e equipamentos agrícolas para associações locais. A falta de maquinário afeta o rendimento das pequenas propriedades, elevando o custo com a contratação de serviços terceirizados para a preparação do solo. Além do suporte na lavoura, houve a distribuição de mudas de árvores frutíferas e nativas com o objetivo de incentivar a diversificação de culturas na região, diminuindo a dependência das oscilações de preço de um único produto.
No setor de piscicultura, a Bahia Pesca destinou 40 mil alevinos de tilápia para assentamentos e comunidades cadastradas. O objetivo da medida é estabelecer a criação de peixes como fonte de receita complementar para os produtores familiares. Equipamentos de comercialização e barracas também foram entregues para estruturar a venda direta da produção nos municípios vizinhos.
As câmaras técnicas trataram do manejo do café conilon, variedade na qual o Extremo Sul se consolidou como polo na Bahia, onde a colheita total do Estado passa de 2,3 milhões de sacas anuais.
O foco esteve no cumprimento de normas ambientais e no uso de tecnologia de clonagem para o cacau, com a meta de aumentar o rendimento por hectare. A agenda incluiu ainda a entrega da Medalha Inácio Tosta Filho a agricultores da região, honraria concedida pela Secretaria da Agricultura (Seagri) em memória ao criador do Instituto do Cacau.
Fonte: Pensar Agro

























