O episódio do podcast Fala MDS desta segunda-feira (29.06) apresenta as novas estratégias do Governo do Brasil, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), no enfrentamento à insegurança alimentar. A convidada é Gisele Bortolini, coordenadora-geral de Promoção da Alimentação Saudável do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). No podcast, Bortolini esmiuçou o documento “Recomendações para Qualificação das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional no SUAS”, lançado recentemente pela pasta.
Apesar do avanço histórico que representou a saída do Brasil do Mapa da Fome em 2024, a coordenadora alertou que erradicar a insegurança alimentar grave em território nacional ainda é um desafio. “Ainda tem muita gente que acorda sem saber se vai conseguir fazer uma refeição, se vai ter como ofertar alimentação para toda a família ou muitas vezes tem uma alimentação que não é saudável, porque o dinheiro não dá para comprar alimentos saudáveis. E quem encontra essas famílias todos os dias é o SUAS, são serviços de convivência, as unidades de acolhimento, as equipes que escutam as pessoas quando elas chegam pedindo ajuda”, enfatizou.
Segundo Bortolini, as novas diretrizes do MDS foram pensadas com e para os profissionais que atuam na linha de frente com quem ainda sofre com a fome. Trabalhadores que atuam em Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) são os principais interlocutores dessa população. O documento visa subsidiar a prática desses agentes públicos.
“As recomendações foram construídas para apoiar quem está na ponta, lá nos municípios. Nós chamamos a atenção para uma coisa muito importante: que a fome não pode ser vista só como emergência daquele dia. Ela revela uma violação de direito mesmo. Então, por trás do pedido de comida, pode haver falta de renda, desemprego, moradia precária, dificuldade de acesso à saúde, violência, racismo, sobrecarga das mulheres, ausência de alimentos saudáveis no bairro”, alertou a coordenadora.
A qualificação do atendimento de trabalhadores do SUAS passa por um protocolo claro e humanizado, que evita o constrangimento dos cidadãos no momento em que buscam a ajuda do Estado. “As recomendações ajudam a responder perguntas muito concretas, como identificar se uma família está passando fome”. O MDS defende que a padronização dessas condutas fortalece o papel do SUAS como garantidor de direitos fundamentais.
A coordenadora-geral de Promoção da Alimentação Saudável do MDS defende que a assistência social busque a emancipação definitiva dos beneficiários. “A cesta [de alimentos], ela resolve a fome daquele dia, daquele momento, mas a proteção social precisa ajudar a reconstruir os caminhos dessas famílias para ampliar a sua autonomia”, completou.
Para a construção do documento “Recomendações para Qualificação das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional no SUAS”, o MDS ouviu representes de municípios, especialistas, trabalhadores, gestores, universidades, representantes da Assistência Social e de conselhos do setor. Essa participação garantiu que o material refletisse as reais necessidades das diversas regiões brasileiras, de acordo com Gisele Bortolini.
“Para garantir o direito humano à alimentação adequada, precisamos garantir que essa comida ofertada seja uma comida de qualidade, seja uma alimentação que respeite a cultura alimentar local, que considere as necessidades das crianças, dos idosos, das pessoas com deficiências, que são de fato apoiados pelo Sistema Único de Assistência Social. Então as recomendações apontam no sentido de orientar os gestores municipais e os gestores dos serviços de saúde a ofertarem refeições cada vez mais saudáveis”, acrescentou a convidada do Fala MDS.
Onde Ouvir
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às segundas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome




























