Chuvas iniciam período ideal para formação de pastagens no Brasil

publicidade

Condições climáticas favorecem o produtor

Sistemas de baixa pressão e frentes frias avançam sobre o Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, trazendo volumes expressivos de chuva e alertas de temporais, especialmente para Tocantins, norte de Minas Gerais e Pará.

Em regiões ainda sob calor intenso, como o Centro-Oeste, a mudança climática representa alívio e oportunidade para reposicionar áreas de pastagem.

Segundo Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Sementes, aproveitar o início da regularização das chuvas — com precipitações acumuladas em torno de 50 mm e boa distribuição no tempo — é determinante para um estabelecimento rápido, vigoroso e uniforme das pastagens.

Planejamento pré-chuvas aumenta produtividade

Pontes destaca que o preparo da área antes das chuvas é decisivo para o sucesso da pastagem. Isso inclui:

  • Análise e correção do solo;
  • Escolha de forrageira adequada e adaptada às condições locais;
  • Uso de sementes de qualidade comprovada.

“Produtores que se organizam antecipadamente reduzem significativamente os riscos de atrasos e perdas de investimento”, afirma.

Antes de decidir pela manutenção ou reforma da pastagem, é recomendada avaliação criteriosa da área. Solos bem estruturados permitem recuperação do pasto, enquanto áreas degradadas ou infestadas com plantas invasoras exigem reforma total.

Leia Também:  CADE aprova aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba e fortalece portfólio de queijos finos
Mudança de postura dos pecuaristas

Nos últimos anos, houve evolução no manejo adotado pelos pecuaristas, que passaram a valorizar análises de solo e planejamento antecipado de insumos.

“A janela ideal para formação de pastagens permanece de outubro a janeiro, mas mudanças climáticas exigem atenção à regularidade das chuvas. Quem se antecipa obtém pastagens mais vigorosas, persistentes e produtivas”, explica Pontes.

Essa evolução também reflete na escolha das espécies forrageiras. Hoje, o foco é produtividade e retorno econômico, com preferência por cultivares que garantam eficiência e estabilidade ao longo do ano.

Mavuno: forrageira de alta performance

O híbrido interespecífico Mavuno se destaca por produtividade, vigor e ampla adaptação a diferentes solos e climas. Segundo Pontes, ele apresenta:

  • Formação rápida e uniforme do estande;
  • Excelente relação folha/colmo;
  • Ganho de peso animal superior.

Produtores que migraram de cultivares tradicionais, como o Marandu, relatam aumento expressivo na produção de forragem e desempenho animal, comprovando o impacto da genética superior na rentabilidade.

Características que garantem eficiência

O Mavuno oferece:

  • Alta produção de massa verde e seca;
  • Teor de proteína bruta de até 21%;
  • Sistema radicular profundo, garantindo rápida recuperação após o pastejo;
  • Tolerância ao estresse hídrico;
  • Versatilidade de uso, podendo ser implantado isoladamente ou em sistemas integrados.

“Essas características fazem do Mavuno uma das forrageiras mais eficientes para o início das chuvas, permitindo restabelecer pastagens com segurança, eficiência e previsibilidade”, conclui Pontes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Mulheres do Sul de Minas ganham destaque na cafeicultura entre desafios e sucessão familiar

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade