Brasília (DF) – O Distrito Federal foi o grande representante da região Centro-Oeste na 9ª Campanha Nacional AprenderParaPrevenir#Cidades sem Risco, comprovando que a educação e a mobilização social são ferramentas fundamentais para conhecer os riscos e salvar vidas nos territórios periféricos diante das mudanças climáticas.
Os vencedores foram premiados no último sábado (27), no auditório Cacilda Becker, em São Bernardo do Campo (SP), junto aos representantes das 40 comunidades e instituições selecionados de todo o país. O DF foi selecionado com duas campanhas, nas categorias Escolas de Educação Básica e Organizações Sociais.
O troféu de Prática Inspiradora em escolas foi para a Escola Classe do Setor P Norte, do Sol Nascente, com a campanha “Educar para prevenir cidades sem riscos e sensíveis à água”. O conteúdo foi inserido no currículo, da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, que passaram a ter aulas sobre monitoramento de chuvas (como o uso do pluviômetro de garrafa pet) e o conceito de bacias hidrográficas. Além de educação para a prevenção, com percepção de riscos, vulnerabilidades e racismo ambiental.
A outra Prática Inspiradora veio de um projeto social desenvolvido no Núcleo Rural do Córrego Urubu pelo Instituto Oca Sol: a campanha premiada “Jardins de Chuva na Serrinha – Aprendendo a Cuidar das Águas”, que promove educação ambiental e a prevenção de riscos climáticos na Serrinha do Paranoá e no Varjão.
O projeto foca na conservação do Cerrado, mitigando erosões e protegendo nascentes com a criação comunitária de jardins de chuva, envolvendo plantios comunitários, monitoramento participativo e mobilização de escolas, moradores e técnicos.
A campanha
Realizada pelo Ministério das Cidades, pela Secretaria Nacional de Periferias, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Cemaden, a campanha foi realizada ao longo do último ano, em todo o país.
Nesta nona edição, teve recorde de participação: 464 inscrições, vindas de 171 cidades de 21 estados brasileiros e o DF. A campanha teve início em junho do ano passado, com mobilizações locais, formações em escolas, instituições e comunidades realizadas em sete estados, 18 cidades com participação de 2.095 pessoas.
As campanhas selecionadas passaram por um processo estruturado de avaliação, conduzido por comissão especializada em quatro etapas: inscrição, análise de elegibilidade, avaliação de impacto e consolidação final. Entre os critérios considerados estiveram adequação temática, engajamento comunitário, articulação territorial, criatividade, inclusão e consistência dos resultados alcançados.
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Fonte: Ministério das Cidades




























