Escola da Magistratura reforça compromisso com a sustentabilidade no Dia do Consumo Consciente

publicidade

Nesta quarta-feira (15 de outubro), data em que se celebra o Dia do Consumo Consciente, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) reafirma seu papel como espaço de formação jurídica e social comprometido com os valores da sustentabilidade, da cidadania e, especialmente hoje, da justiça socioambiental.

A data foi instituída no Brasil pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2009, para conscientizar a população sobre os problemas socioambientais que os padrões atuais de produção e consumo estão causando ao planeta e aos próprios seres humanos.

Por meio do trabalho do recém-criado Centro de Estudos em Meio Ambiente (Cesima) e do eixo Meio Ambiente da Escola, conduzido pelo desembargador Rodrigo Curvo, a Esmagis tem buscado promover uma abordagem transversal da temática ambiental, integrando-a aos debates jurídicos e às práticas pedagógicas voltadas à formação de magistrados(as) e servidores(as), tanto do próprio Poder Judiciário quanto das diversas instituições parceiras da Escola.

Para o desembargador Márcio Vidal, diretor-geral da Esmagis, o consumo consciente transcende o campo das decisões privadas e se insere no escopo da responsabilidade institucional. “As escolas da magistratura de todo o país têm o dever de formar agentes públicos que compreendam o impacto de suas decisões não apenas no plano jurídico, mas também no tecido social e ambiental. O consumo consciente é uma dimensão ética da cidadania, e sua promoção deve estar presente em todas as instâncias da formação judicial”, destacou.

Leia Também:  Gestão inteligente impulsiona expansão da Justiça Restaurativa no TJMT

Já o desembargador Rodrigo Curvo destaca que o consumo consciente é também uma pauta de governança pública e institucional. Ele lembra que a incorporação de práticas sustentáveis nas rotinas administrativas do Judiciário é parte essencial da construção de uma cultura institucional voltada à responsabilidade ambiental. “O consumo consciente começa com escolhas individuais, mas precisa ser institucionalizado como política pública, como diretriz de gestão e como valor formativo.”

Conforme o desembargador, o consumo consciente é uma prática que envolve a reflexão sobre os hábitos de consumo e suas consequências para o meio ambiente, a economia e a sociedade. Significa adotar uma postura responsável diante das escolhas que fazemos diariamente, considerando não apenas a utilidade dos produtos e serviços, mas também os impactos que sua produção, uso e descarte geram no mundo.

A coordenadora do Cesima, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, assinala que a sustentabilidade não pode ser tratada como um tema periférico, mas como eixo estruturante da atuação de todos. Segundo ela, o Cesima – criado em setembro e que busca cada vez mais a adesão de parceiros – tem buscado construir pontes entre o Direito e a ecologia.

“O consumo consciente é um convite à revisão de nossos próprios hábitos, mas também à transformação das estruturas que perpetuam desigualdades ambientais. Formar magistrados e servidores atentos a essas questões é contribuir para um Judiciário mais sensível, mais justo e cada vez mais preparado para os desafios contemporâneos que já vivenciamos e que tendem a se agravar”, salienta.

Leia Também:  Operadora de cartão terá que indenizar empresário por reter valor de venda por quase dois anos

“O Dia do Consumo Consciente busca provocar reflexões sobre os impactos das nossas escolhas individuais e coletivas, e, neste contexto de urgência climática que vivemos e de revisão dos modelos de desenvolvimento, ganha contornos ainda mais relevantes”, complementa a magistrada.

Reflexão

O consumo consciente não diz respeito apenas a evitar eventuais excessos ou desperdícios, causados muitas vezes por compras desnecessárias e impensadas. Significa também buscar informações, planejar as compras e priorizar opções que sejam mais duráveis, sustentáveis e éticas. “É preciso valorizar aqueles que preservam os nossos recursos naturais, que promovem práticas adequadas ao longo da cadeia produtiva e que, acima de tudo, respeitam os direitos humanos”, afirma Henriqueta.

Suas atitudes enquanto consumidor podem contribuir para reduzir a degradação ambiental, promover uma economia mais equilibrada e construir uma sociedade mais justa. Basta um pouco de atenção e responsabilidade!

Lembre-se: pequenas escolhas cotidianas têm o poder de transformar o mundo, se todos ousarem refletir um pouco mais em prol da coletividade.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade