O Imaflora conduziu a certificação da primeira fazenda brasileira segundo a norma de agricultura regenerativa da Rainforest Alliance, marcando um avanço significativo nas práticas agrícolas sustentáveis no país. A iniciativa visa aprofundar critérios de sustentabilidade e regeneração baseados em evidências, oferecendo ao mercado produtos com maior responsabilidade ambiental e social.
Certificação reconhece práticas regenerativas
A Fazenda Nova Cintra, localizada em Espírito Santo do Pinhal (SP), é a primeira propriedade nacional a obter a certificação de agricultura regenerativa. Com 120 anos de história e 770 hectares, a fazenda cultiva café arábica em 230 hectares, mantendo outros 202 hectares como área protegida.
Desde 2011, a Nova Cintra já possuía certificação de agricultura sustentável da Rainforest Alliance. A nova certificação eleva o padrão da fazenda, reforçando seu compromisso com práticas agrícolas responsáveis e regenerativas.
Critérios da agricultura regenerativa
Segundo Ben-Hur Rosa, coordenador de Certificação Agrícola do Imaflora, a norma acrescenta requisitos além da certificação de agricultura sustentável. Entre os principais critérios estão:
- Boas práticas agrícolas e manejo integrado de pragas
- Melhoria da saúde e fertilidade do solo
- Aumento da biodiversidade e resiliência climática
- Uso responsável de agroquímicos
- Manutenção da cobertura natural e transparência nos registros de dados
- Controle eficiente dos custos de produção
- Benefícios ambientais e produtivos
Rosa destaca que a agricultura regenerativa é uma alternativa gradual e adaptável às condições de cada propriedade. “As técnicas recuperam solos degradados, diminuem impactos ambientais e aumentam a fertilidade, retenção de água e produtividade, ao mesmo tempo em que contribuem para a restauração da biodiversidade local”, afirma.
A certificação da Fazenda Nova Cintra demonstra que o setor agrícola brasileiro tem capacidade técnica e potencial para se alinhar às novas demandas de mercado e às mudanças climáticas, oferecendo produtos mais sustentáveis e competitivos internacionalmente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




























