Os preços da carne bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo seguem firmes ao longo de março, sustentados por exportações em níveis elevados e pela menor disponibilidade interna. O movimento contrasta com o desempenho de proteínas concorrentes, como suínos e frango, que apresentam desvalorização no mesmo período, segundo dados do Cepea.
Exportações e oferta limitada sustentam preços
A firmeza nos valores da carne bovina ocorre mesmo durante a Quaresma, período em que tradicionalmente há redução no consumo. Ainda assim, a combinação de demanda externa aquecida e oferta interna mais restrita tem garantido estabilidade nas cotações da carcaça casada bovina.
Esse cenário demonstra a resiliência do mercado bovino frente à maior competitividade de proteínas substitutas.
Suínos enfrentam pressão de oferta e margens apertadas
No caso da carne suína, o aumento da produção acima do consumo tem pressionado os preços ao longo de março.
Segundo o Cepea, esse desequilíbrio entre oferta e demanda tem resultado em margens mais apertadas para os produtores, especialmente em um contexto de custos elevados na atividade.
Mercado de frango registra queda mais intensa
O setor de frango apresenta um movimento ainda mais acentuado de desvalorização. A combinação de oferta abundante e demanda interna enfraquecida tem contribuído para a trajetória de queda nos preços.
Comparativo de preços no mês
Na parcial de março, considerando o período de 27 de fevereiro a 24 de março, os dados do Cepea indicam:
Carcaça casada bovina: estabilidade nos preços
- Carcaça suína: queda de 1,54%
- Frango resfriado: recuo de 6,35%
Diferença entre proteínas reforça cenário do mercado
O desempenho distinto entre as proteínas evidencia um cenário em que a carne bovina mantém sustentação, impulsionada principalmente pelo mercado externo e pela menor oferta, enquanto suínos e frango enfrentam desafios relacionados ao excesso de produção e à demanda interna mais fraca.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio





























