Com foco na inclusão e na garantia de direitos das pessoas surdas, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou, entre os dias 17 e 19 de dezembro, mais um curso introdutório de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para servidores.
A capacitação, com carga horária de 12 horas, foi promovida pela Escola dos Servidores e integra as diretrizes da Resolução CNJ nº 401/2021, que trata da acessibilidade e inclusão no Poder Judiciário.
A formação tem como objetivo divulgar continuamente a Libras e preparar o público interno para um atendimento mais inclusivo ao cidadão surdo, garantindo igualdade, respeito e dignidade no acesso aos serviços da Justiça.
Atendimento inclusivo e empatia na prática
A instrutora do curso e gestora administrativa do Laboratório de Inovação (InovaJusMT), Janaína dos Santos Taques, explicou que o curso introdutório é o primeiro passo de uma formação continuada em Libras no Judiciário mato-grossense.
“O curso introdutório é o primeiro passo de uma formação continuada em Libras no Judiciário mato-grossense. Nestas 12 horas, os participantes têm o contato inicial com a língua, aprendendo elementos básicos como alfabeto, cumprimentos, dias da semana e números. A proposta é que, no próximo ano, os servidores possam avançar para o curso básico, com carga horária de 40 horas, fortalecendo a capacidade institucional de atendimento ao cidadão surdo,” afirmou.
Segundo ela, o formato on-line tem sido importante para ampliar o alcance da capacitação.
“Nesta edição, tivemos cerca 550 servidores em sala, todos muito interessados. O curso no formato on-line, iniciado em 2020, permite que servidores de todas as comarcas participem. Já tivemos casos de servidores que, logo após o curso, conseguiram atender um cidadão surdo no fórum. Isso é muito gratificante”, relatou.
Libras como língua viva e prática
Durante as atividades, os participantes vivenciaram exercícios de datilologia e percepção visual, fundamentais para o aprendizado da Libras, que é uma língua visual-espacial, com gramática e estrutura próprias.
“Se a pessoa só observa e não pratica, ela não aprende. No primeiro contato, muitos dizem que a mão não vai, que é difícil. No segundo dia, já começa a fluir. Como qualquer língua, é a prática que que torna possível se comunicar com segurança e empatia”, explicou Janaína.
Acessibilidade também é sustentabilidade
Para o assessor do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Carlos Kreutz, a capacitação em Libras dialoga diretamente com o compromisso social do Tribunal.
“O curso de Libras é importante tanto para a vida pessoal quanto profissional, especialmente no atendimento ao jurisdicionado. Mesmo setores que não atendem diretamente o público podem se deparar com alguém que precise dessa comunicação”, avaliou.
Ele destacou ainda que a iniciativa fortalece o tripé da sustentabilidade.
“Ao proporcionar um atendimento mais qualificado e inclusivo, o Tribunal atende ao aspecto social da sustentabilidade. Esse é um passo muito grande do TJMT para garantir acessibilidade a uma parcela da população que muitas vezes não encontra atendimento adequado”, concluiu.
A capacitação em Libras é ofertada pelo TJMT desde 2019 e integra as ações da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela vice-presidente da Corte, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.
Autor: Vitória Maria Sena
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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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