Wellington Dias propõe mecanismo voluntário de alinhamento de financiamento no âmbito da Aliança Global

Foto: Roberta Aline / MDS

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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, propôs, no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, nesta segunda-feira (3.11), um mecanismo voluntário de alinhamento de financiamento no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A afirmação foi feita durante a Primeira reunião de Líderes da instância, que ocorreu em Doha, Catar.

Segundo o titular do MDS, que também é copresidente da Aliança Global, o mecanismo funcionaria como uma espécie de “balcão único” para programas nacionais de países de baixa e média renda, com objetivo de reduzir a fragmentação, além de melhorar a coordenação entre atores humanitários, climáticos e de desenvolvimento.

“Cada parceiro tem seus próprios processos separados de aprovação, ciclos orçamentários e mecanismos de programação financeira. Isso cria fricções, atrasos, dificuldade de estabelecer sinergias e operações conjuntas, e, às vezes, frustração e burocracia para os países que lideram esses programas”, explicou Dias.

Para o ministro, a fragmentação da cooperação para o desenvolvimento impõe altos custos de transação aos governos, enfraquece a apropriação nacional e dificulta a construção de autonomia.

“Precisamos de mecanismos mais sistemáticos para integrar melhor o apoio entre os muitos membros da Aliança, sobretudo o financeiro”, avaliou. “Por isso, em 2026, em linha com as iniciativas lançadas na Plataforma de Ação de Sevilha, iniciaremos conversas sobre um mecanismo voluntário de alinhamento de financiamento”, anunciou.

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O ministro falou ainda sobre o lançamento, neste ano, do relatório da ODI Global, que vai identificar mecanismos e práticas por meio dos quais planos nacionais podem ser conectados a financiamento externo por meio de arranjos voluntários para financiamento pré-comprometido, com foco na cesta de políticas e programas da Aliança, e visando a um melhor aproveitamento de fontes multilaterais.

“Este relatório, espero, melhorará nossa compreensão das forças e fraquezas das abordagens de financiamento existentes, incluindo em contextos de fragilidade e conflito, e identificará as características desejáveis de um ou mais mecanismos que possam melhorar a adequação, eficiência e eficácia do financiamento a programas nacionais contra a fome e a pobreza”, afirmou.

Avanços

Ao longo da reunião, o ministro salientou os avanços realizados desde o lançamento da Aliança Global, durante a presidência brasileira do G20, em 2024.
“Hoje testemunhamos algo inédito: a abordagem de construção de parcerias da Aliança —conectando planos nacionais a múltiplos parceiros dispostos a apoiar com financiamento e conhecimento. É inovadora. É transformadora. E já está gerando resultados concretos”, celebrou.

Na ocasião, os  governos da Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina e Zâmbia apresentaram parcerias que reúnem instituições financeiras internacionais, doadores bilaterais, agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e entidades filantrópicas em torno de programas nacionais de combate à fome e à pobreza, abrangendo proteção social, agricultura, nutrição e resiliência climática. Os anúncios marcam os primeiros resultados concretos da Iniciativa Fast-Track (Acelerada) da Aliança, lançada há apenas nove meses.

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Wellington Dias pontuou ainda que, em 2026, o Mecanismo de Apoio alcançará capacidade operacional plena e que qualquer país-membro poderá solicitar apoio em um processo totalmente guiado pela demanda. “Sigamos em frente, com esperança, com urgência, e com a determinação de não deixar ninguém para trás”, concluiu.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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